o que é o natal?

by Nelson Sudario 16-12-2009


Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo. 
 
Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio. 
 
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças. 
 
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me. 
 
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso. 
 
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras. 
 
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão. 
 
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal? 
 
E eu, menino, entendia que não devia ser assim... 
 
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus. 
 
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram? 
 
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente. 
 
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento... 
 
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem... 
 
Era um belo homem... 
 
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho. 
 
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me: 
 
Olá, menino! 
 
Oi!... respondi, meio tímido. 
 
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante. 
 
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia: 
 
Que é o Natal? 
 
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno: 
 
Meu aniversário. 
 
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho. 
 
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares? 
 
E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas. 
 
E eu, menino, não compreendi. 
 
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino. 
 
Não conheço você! eu disse. 
 
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo... 
 
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino. 
 
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário... 
 
Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso. 
 
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma. 
 
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu. 
 
E conversamos... Eu, menino, e ele. 
 
E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava... 
 
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!... 
 
E eu, menino, sorri... 
 
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada. 
 
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário! 
 
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me: 
 
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um feliz Natal! 
 

E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração... 
 
E saí em busca de braços que aceitassem os meus... 
 
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal... 
 
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal..

 

bom dia

nata éé´...

by Nelson Sudario 15-12-2009

Natal é muito mais que enfeites, presentes, festas, luzes e comemorações... 
 
Natal quer dizer nascimento, vida, crescimento... 
 
E o Natal de Jesus tem um significado muito especial para o Mundo. 
 
Geralmente não se comemora o nascimento de alguém que morreu há mais de dois milênios, a menos que esse nascimento tenha algo a nos ensinar. 
 
Assim pensando, o Natal de Jesus deve ser meditado todos os dias, e vivido da melhor maneira possível. 
 
Se assim é, devemos convir que Natal é muito mais do que preencher um cheque e fazer uma doação a alguém que necessita dessa ajuda. 
 
É muito mais do que comprar uma cesta básica e entregar a uma família pobre... 
 
É muito mais que a troca de presentes, tão costumeira nessa época. 
 
É muito mais que reunir a família e cantar. 
 
É muito mais que promover o jantar da empresa e reunir patrões e empregados em torno da mesma mesa. 
 
A verdadeira comemoração do Natal de Jesus é a vivência de Seus ensinos no dia-a-dia. 
 
É olhar nos olhos daqueles que convivem conosco e buscar entender, perdoar, envolver com carinho esses seres humanos que trilham a mesma estrada que nós. 
 
É se deter diante de uma criança e prestar atenção no que os seus olhos dizem sem palavras... 
 
É sentir compaixão do mais perverso criminoso, entendendo que ele é nosso irmão e que se faz violento porque desconhece a paz. 
 
É preservar e respeitar a natureza que Deus nos concede, como meio de progresso, e fazer esforços reais para construir um mundo melhor. 
 
O Natal é para ser vivido nos momentos em que tudo parece sucumbir... 
 
Nas horas de enfermidades, nas horas em que somos traídos, que alguém nos calunia, que os amigos nos abandonam... 
 
Tudo isso pode parecer estranho e você até pode pensar que essas coisas não têm nada a ver com o Natal. 
 
No entanto, Jesus só veio à Terra para nos ensinar a viver, e não para ser lembrado de ano em ano, com práticas que não refletem maturidade, nem desejo sincero de aprender com Essa Estrela de primeira grandeza... 
 
Ele viveu o amor a Deus e ao próximo... 
 
Ele viveu o perdão... 
 
Sofreu calúnias, abandono dos amigos, traição, injustiças variadas... 
 
Dedicou Suas horas às almas sedentas de amor e conhecimento, não importando se eram ricos ou pobres, justos ou injustos, poderosos ou sem prestígio nenhum. 
 
Sua vida foi o maior exemplo de grandeza e sabedoria. 
 
Por ser sábio, Jesus jamais estabeleceu qualquer diferença entre os povos, não criou nenhum templo religioso, não instituiu rituais nem recomendou práticas exteriores para adorar a Deus ou como condição para conquistar a felicidade. 
 
Ele falava das verdades que bem conhecia, das muitas moradas da Casa do Pai, da necessidade de adorar a Deus em Espírito e Verdade, e não aqui ou ali, desta ou daquela forma. 
 
Falou que o Reino dos Céus não tem aparências exteriores, e não é um lugar a que chegaremos um dia, mas está na intimidade do ser, para ser conquistado na vivência diária. 
 
E é esse reino de felicidade que precisa ser buscado, aprendido e vivido nos mínimos detalhes, em todos os minutos de nossa curta existência... 
 
Bem, Natal é tudo isso... 
 
É vida, e vida abundante... 
 
É caminho e verdade... 
 
É a porta... 
 
É o Bom Pastor... 
 
É o Mestre... 
 
É o maior Amigo de todos nós. 
 
Pense em tudo isso, e busque viver bem este Natal..

Chinelos Dourados
by Nelson Sudario 14-12-2009
Faltavam apenas cinco dias para o Natal. O espírito da ocasião ainda não tinha me atingido, mesmo que os carros lotassem o estacionamento do shopping. Dentro da loja, era pior. Os últimos compradores lotavam os corredores.

- Por que vim hoje? Perguntei a mim mesmo. Meus pés estavam tão inchados quanto minha cabeça. Minha lista continha nomes de diversas pessoas que diziam não querer nada mas eu sabia que ficariam magoados se eu não os comprasse qualquer coisa. Comprar para alguém que tem tudo e com os preços das coisas como estão, fica muito difícil.

Apressadamente, eu enchi meu carrinho de compras com os últimos artigos e fui para a longa fila do caixa. Na minha frente, duas pequenas crianças - um menino de aproximadamente 10 anos e uma menina mais nova, provavelmente de 5 anos. O menino vestia roupas muito desgastadas. Os tênis me pareceram grandes demais e as calças de brim muito curtas. A roupa da menina assemelhava-se a de seu irmão. Carregava um bonito e brilhante par de chinelos com fivelas douradas.

Enquanto a música de Natal soava pela loja, a menina sussurrava desligada mas feliz. Quando nos aproximamos finalmente do caixa, a menina colocou, com cuidado, os chinelos no balcão. Tratava-os como se fossem um tesouro. O caixa anunciou a conta:
- São $6,09. Disse.

O menino colocou suas moedas enquanto procurava mais em seus bolsos. Veio finalmente com $3,12.
- Acho que vamos ter que devolver, disse. Nós voltaremos outra hora, talvez amanhã.

Com esse aviso, um suave choro brotou da pequena menina.
- Mas Deus teria amado esses chinelos, ela resmungou...

Bem, nós vamos para casa e trabalharemos um pouco mais. Não chore. Nós voltaremos, disse o menino.

Rapidamente, eu entreguei $3,00 ao caixa. Estas crianças tinham esperado na fila por muito tempo. E, além de tudo, era Natal. De repente um par de braços veio em torno de mim e uma pequena voz disse:
- Agradeço, senhor.

- O que você quis dizer quando falou que Deus teria gostado dos chinelos? eu perguntei.

O pequeno menino me respondeu:
- Nossa mãe está muito doente e vai pro céu. Papai disse que ela pode antes mesmo do Natal, estar com Deus.

E a menina completou: - Meu professor disse que as ruas no céu são de ouro, brilhantes como estes chinelos. Mamãe não ficará bonita andando naquelas ruas com esses chinelos?

Meus olhos inundaram-se de lágrimas e eu respondi:
- Sim, tenho certeza que ficará.

Silenciosamente agradeci a Deus por usar estas crianças para lembrar-me do verdadeiro espírito de Natal. O importante no Natal não é a quantidade de dinheiro que se gasta, nem a quantidade de presentes que se compra, nem a tentativa de impressionar amigos e parentes. O Natal é o amor em seu coração

Natal

 by Nelson Sudario 11-12-2009

momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.
É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.
É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.
Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.
Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.
Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.
Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

E não se esqueça ano novo vida nova... repleta de benções de Deus em nossas vidas..

 

Bom dia!

dias dificeis

by Nelson Sudario 10-12-2009

Há dias que parecem não terem sido feitos para você. 
 
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que você chega a pensar que conduz o mundo sobre os ombros dilacerados. 
 
Desde cedo, ao se erguer do leito, pela manhã, encontra a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que lhe arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite. 
 
Sente o travo do fel despejado em sua alma, mas crê que tudo se modificará nos momentos seguintes. 
 
Sai à rua para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e se defronta com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros... 
 
Constata o azedume do funcionário ou do balconista que lhe atende mal, ou vê o cinismo de negociantes que anseiam por lhe entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-o imbecil. 
 
Mesmo assim, admite que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno. 
 
Encontra-se com familiares ou pessoas amigas que lhe derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a sua harmonia ainda frágil, embora não lhe permitam desabafar as suas angústias, seus dramas ou suas mágoas represadas na alma. 
 
Em tais circunstâncias, pensa que deve aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro. 
 
São esses os dias em que as palavras que você diz recebem interpretação negativa, o carinho que oferece é mal visto, sua simpatia parece mero interesse, suas reservas são vistas como soberba ou má vontade. 
 
Se fala, desagrada... Se cala, desagrada. 
 
Em dias assim, ainda quando se esforce por entender tudo e todos, sofre muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando passa a desenvolver sentimentos de autopiedade. 
 
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores. 
 
São dias de avaliação, de testes impostos pelas Leis que regem a vida terrena, desejosas de que se observe e verifique suas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência. 
 
Quando perceber que muita coisa à sua volta passa a emitir um som desarmônico aos seus ouvidos; se notar que escolhendo direito ou esquerdo não escapa da crítica ácida, o seu dever será o de se ajustar ao bom senso. 
 
Instrua-se com as situações e acumule o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que o cercam, para que melhor entenda, para que, enfim, evolua. 
 
Não se esqueça de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há mais de dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições... 
 
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal, tratará de se recompor, caso tenha-se deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania: curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de se reerguer com tranquilidade, após o momento difícil. 
 
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o seu estádio de provações indispensáveis ao seu processo de evolução. 
 
A você, porém, caberá erguer a fronte, buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poder afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-se firme, mesmo assim. 
 
Nos dias difíceis da sua existência, procure não se entregar ao pessimismo nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que lhe inspirariam o abandono dos seus compromissos, o que seria seu gesto mais infeliz. 
 
Ponha-se de pé, perante quaisquer obstáculos, e seja fiel aos seus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que o trouxeram novamente ao mundo terrestre. 
 
Se lograr a superação suspirada, nesses dias sombrios para você, terá vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada. 
 
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e siga com entusiasmo para a conquista de si mesmo, guardando-se em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos seus dias.

É realmente uma linda mensagem, e uma prova de AMOR À DEUS!!!

 Afinal tudo que temos vem de DEUS, e ele disse tudo que fizeres aos pequeninos dos meus irmãos é a mim que estás fazendo.

 

Ricardinho
não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!
 
O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
 
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente.

.Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
 
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
 
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo....
 
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
 
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
 
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
 
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
 
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito

ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
 

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
 
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
 
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
 
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

 
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
 

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
 
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
 
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
 
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

 
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
 

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
 
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro....
 
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno....
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
 
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...
 
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
 
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
 

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sózinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'
 
(História verídica)
 
Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!
 
Que Deus te abençoe poderosamente lhe concedendo o dom da caridade e da fé. Amém

dias dificeis

by Nelson Sudario 10-12-2009

Há dias que parecem não terem sido feitos para você. 
 
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que você chega a pensar que conduz o mundo sobre os ombros dilacerados. 
 
Desde cedo, ao se erguer do leito, pela manhã, encontra a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que lhe arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite. 
 
Sente o travo do fel despejado em sua alma, mas crê que tudo se modificará nos momentos seguintes. 
 
Sai à rua para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e se defronta com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros... 
 
Constata o azedume do funcionário ou do balconista que lhe atende mal, ou vê o cinismo de negociantes que anseiam por lhe entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-o imbecil. 
 
Mesmo assim, admite que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno. 
 
Encontra-se com familiares ou pessoas amigas que lhe derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a sua harmonia ainda frágil, embora não lhe permitam desabafar as suas angústias, seus dramas ou suas mágoas represadas na alma. 
 
Em tais circunstâncias, pensa que deve aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro. 
 
São esses os dias em que as palavras que você diz recebem interpretação negativa, o carinho que oferece é mal visto, sua simpatia parece mero interesse, suas reservas são vistas como soberba ou má vontade. 
 
Se fala, desagrada... Se cala, desagrada. 
 
Em dias assim, ainda quando se esforce por entender tudo e todos, sofre muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando passa a desenvolver sentimentos de autopiedade. 
 
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores. 
 
São dias de avaliação, de testes impostos pelas Leis que regem a vida terrena, desejosas de que se observe e verifique suas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência. 
 
Quando perceber que muita coisa à sua volta passa a emitir um som desarmônico aos seus ouvidos; se notar que escolhendo direito ou esquerdo não escapa da crítica ácida, o seu dever será o de se ajustar ao bom senso. 
 
Instrua-se com as situações e acumule o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que o cercam, para que melhor entenda, para que, enfim, evolua. 
 
Não se esqueça de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há mais de dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições... 
 
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal, tratará de se recompor, caso tenha-se deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania: curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de se reerguer com tranquilidade, após o momento difícil. 
 
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o seu estádio de provações indispensáveis ao seu processo de evolução. 
 
A você, porém, caberá erguer a fronte, buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poder afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-se firme, mesmo assim. 
 
Nos dias difíceis da sua existência, procure não se entregar ao pessimismo nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que lhe inspirariam o abandono dos seus compromissos, o que seria seu gesto mais infeliz. 
 
Ponha-se de pé, perante quaisquer obstáculos, e seja fiel aos seus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que o trouxeram novamente ao mundo terrestre. 
 
Se lograr a superação suspirada, nesses dias sombrios para você, terá vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada. 
 
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e siga com entusiasmo para a conquista de si mesmo, guardando-se em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos seus dias.

Aprendendo com os Erros
by Nelson Sudario 08-12-2009
Na vida não precisamos acertar sempre,
Mas a cada dia errar menos.
E é necessário que a cada erro,
Aprendamos o máximo possível.
Para que esses erros tornem-se experiências aproveitáveis,
Das quais precisaremos no futuro, para não cometer os mesmo erros.
Mesmo sabendo que muitas dessas experiências machucam,
Nos trazem lembranças que fazem sofrer,
E que preferimos esquecer.
Ainda assim, temos que ter consciência que devemos aproveitá-las
Para a cada dia errarmos menos e acertarmos mais.
Porque a vida é assim, cheia de surpresa
E precisamos aprender a conviver com ela.
Caso contrário, não conseguiremos ser alguém,
E certamente não estamos aqui por acaso,

Sem razão, á toa, sem um objetivo à conquistar.
Estamos em busca de um espaço,
Para deixarmos de ser mais um neste mundo.
Por isso temos obrigação de aprender
A viver e conviver com a realidade.
Tendo consciência de que em nossas mãos
Está o nosso futuro.
Dependendo principalmente do que somos no presente,
O que seremos neste futuro bem próximo.
Precisamos ter em mente algo muito importante:
Que devemos ser sempre nós mesmos,
Respeitando ao nosso próximo como a si próprio.
Quando vermos que isto está acontecendo,
Então sentiremos que nossos erros tornaram-se experiências.
E que isso, é como um sinal de nosso amadurecimento.
Ou seja, que deixamos de ser crianças
E passamos a ser adultos,
Não no físico e sim no mental.
Autor: Desconhecido

cadeira no caminho

by Nelson Sudario 05-12-2009
 

Depois de um dia inteiro passado longe da família, entra em casa o pai, à noite.
 
Sua chegada alvoroça o filho que, esperando algum presente para ele, se precipita de braços abertos.
 
Por descuido, o pequeno estabanado vai de encontro a uma cadeira no caminho, e cai no chão, violentamente.
 
Não se machucou, mas, assustado pela surpresa da queda, põe-se a chorar em altos gritos.
 
Então, o pai só pensa em duas coisas: fazer calar o menino e acalmá-lo. Como conseguirá?
 
Facilmente, associando-se simplesmente aos sentimentos da criança, ajudando-a a soltar a rédea aos maus instintos.
 
Como assim? Liberando maus instintos? Não seria justamente o oposto que deveríamos fazer?
 
Pois bem, vejamos como a reação desse pai mostra que tomamos muitos caminhos absolutamente equivocados na educação de nossos filhos.
 
Reforçamos os maus instintos sem perceber, mais vezes do que imaginamos.
 
O pai precipita-se, levanta a criança, e começa a bater na cadeira ruim, cadeira feia, que fez cair o Carlinhos ou o Joãozinho.
 
Desse modo consegue rapidamente o que se propusera, pois Carlinhos ou Joãozinho, feliz por ver a cadeira castigada, cala-se, bate-lhe também, e fica satisfeitíssimo.
 
Não é verdade que assistimos cenas como essa diversas vezes?
 
Vamos analisar então o alcance real desse ato que tão inocente se supõe.
 
Quem tem culpa da queda da criança? Ela mesma, evidentemente. E quem foi castigada? A cadeira.
 
Lançando a culpa à cadeira, perde-se uma oportunidade de demonstrar praticamente à criança as conseqüências de sua imprudência e da sua atrapalhação.
 
Assim se deforma o seu critério de julgar, apresentando-lhe uma falsa relação entre a causa e o efeito.
 
Toda oportunidade de trabalhar esta temática, a da causa e do efeito, com as crianças, deve ser abraçada com vigor, pois nas pequenas aplicações do dia-a-dia está o desvendar de uma Lei Divina fundamental.
 
Mas, poderíamos ainda ir além e perguntar: por que sempre precisa haver um culpado? Por que não ensinamos as crianças a entenderem que existem muitas coisas que fazem parte da vida, e que sempre nos ensinam alguma coisa?
 
A cadeira no caminho poderia estar ensinando o cuidado, a atenção, ou ainda, poderia ser apenas uma cadeira no caminho.
 
Se fôssemos, na vida, abrir um berreiro, ou buscar culpados, para cada cadeira no caminho, esqueceríamos de viver, certamente, e seríamos só lamentos ambulantes.
 
Não deixemos que nossos filhos cultivem visões distorcidas da realidade desde cedo.
 
Não permitamos que a superproteção, ou nossos próprios medos atrapalhem o bom desenvolvimento de um ser, que precisa aprender a enfrentar os desafios da vida.
 
Punir a cadeira feia nunca será a solução. Nem deixaremos de sentir a dor da queda, nem resolveremos o problema da cadeira no caminho.
 
Entender que a lei de causa e efeito nos rege em todos os campos, inclusive no moral, faz-se importantíssimo, se desejamos ser bons pais e educadores.
 
* * *

Dando o melhor

 by Nelson Sudario 04-12-2009
 

 

Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado.
 
Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de a audição estar comprometida.
 
Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva.
 
Certo dia, um amigo de Beethoven foi surpreendido pela morte súbita de seu filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento.
 
Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano.
 
Durante 30 minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloqüente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo.
 
Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela.
 
Por vezes, nós também, surpreendidos por notícias muito tristes ou chocantes, não encontramos palavras para expressar conforto ou consolação.
 
Chegamos ao ponto de não comparecer ao enterro de um amigo, por sentir "não ter jeito" para dizer algo para a viúva, ou os filhos órfãos.
 
Não vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso círculo de relações, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer?
 
Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na ausência de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos.
 
Ofertemos o abraço silencioso e deixemos que a vertente das lágrimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito.
 
Ofereçamos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo.
 
Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a mão, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: "estou aqui. Conte comigo."
 
Sirvamos um copo d’água, um suco àquele que secou a fonte das lágrimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isto poderá trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convulsão das dores.
 
Verifiquemos se não podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve.
 
Permaneçamos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solidão são mais longas, quando os ponteiros avançam a madrugada.
 
***
 
Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade.
 
A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas.
 
Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confiança, favorecendo a tranqüilidade.
 
Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem.

 

Bom dia!

Luiz Carlos coordenador da escolinha de futebol estrela da manha Marlene lima e família acompanhado a

oração da manha no jardim clímax.

 

Buscai e achareis

 by Nelson Sudario 03-12-2009
 

Há uma passagem no Evangelho na qual Jesus afirma: Buscai e achareis.
 
É interessante notar que a atividade consistente em buscar pressupõe um certo esforço.
 
Quem procura alguma coisa movimenta os recursos de que dispõe para encontrá-la.
 
A promessa do Cristo é que quem procura acha.
 
Assim, resta a cada um analisar qual é a sua busca pessoal.
 
A liberdade rege o Universo e cada alma decide o caminho que deseja trilhar.
 
Caso a criatura se encante pelas ilusões mundanas, terminará por vivê-las, em alguma medida.
 
O resultado varia conforme os meios de que estiver disposta a lançar mão e o esforço que despender.
 
Tudo tem um custo na vida, inclusive a preguiça e a inércia.
 
Quem opta pelo comodismo arca com o elevado preço das oportunidades desperdiçadas.
 
Considerando a efemeridade da vida humana, convém refletir bem a respeito do que se elege por meta.
 
O que realmente compensa buscar com afinco?
 
Alguns gastam suas energias para enriquecer.
 
Contudo, as incertezas do mundo dos negócios por vezes causam dolorosas surpresas.
 
Ainda que um homem logre enriquecer, ele não poderá levar a própria fortuna ao morrer.
 
Fatalmente deixará seus haveres para trás, ao retornar para a pátria espiritual.
 
Assim, conquanto nobres e necessárias, as atividades econômicas não constituem a razão do existir.
 
A vida é triunfante e jamais se acaba, mas a experiência do corpo físico não dura mais do que algumas décadas.
 
Justamente por isso, tudo o que se liga à matéria constitui apenas instrumento para realizações maiores.
 
Não é sensato confundir os meios com os fins, sob pena de preparar amargas surpresas para si próprio.
 
Constitui desatino comprometer a própria dignidade em troca de gozos fugazes.
 
Os valores e os êxitos mundanos ficam no caminho.
 
Entretanto, a consciência o Espírito leva consigo aonde quer que vá.
 
Na carne ou fora dela, não pode se livrar de si próprio.
 
Ciente disso, reflita sobre suas opções.
 
O que você incessantemente busca, com quais objetivos gasta suas energias?
 
Dentro de cem anos, suas metas atuais terão alguma relevância?
 
Sem olvidar suas responsabilidades humanas, não seria mais sensato cuidar de seus interesses imortais?
 
Você achará o que procurar, assevera o Evangelho.
 
Pode ser que o salário de suas buscas sejam roupas caras, passeios e gozos os mais diversos.
 
Nessa hipótese retornará ao plano espiritual na condição de um mendigo.
 
Mas pode optar por ser alguém generoso e de hábitos puros, um autêntico alento para seus irmãos de jornada.
 
Se resolver buscar com afinco sua libertação de vícios e mediocridades, fatalmente atingirá essa meta.
 
O resultado será uma dignidade espiritual que o acompanhará para sempre.
 
Pense nisso.

 

      QUANDO DEUS QUER, NÃO TEM JEITO!

by Nelson Sudario 02-12-2009
 
Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio
pedindo ajuda.
Um bruxo do mal que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça.
Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem
uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:
Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o DIABO!
Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo
guardando alimentos.
Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:
- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?
A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:
- Não, meu filho.. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!
 
'NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA, MAS QUANDO DEUS
DETERMINA, ELA VEM.......AH VEM!!!
 
Tenha paciência.. não é no seu tempo e sim no tempo Dele....... porque você vê até um limite....
Ele ultrapassa esse limite........ e vê muito além do que enxergamos.!!*
DEUS te abençoe, e tenha um bom dia 
 
   
Deus tem visto suas Lutas.
Deus diz que elas estão chegando ao fim.
Uma bênção está vindo em sua direção.


 LEMBRE-SE JESUS DISSE:
"se me negas entre os homens, te negarei diante do pai"

Arvore de natal

 by Nelson Sudario 01-12-2009

Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore

dentro do meu coração e nela pendurar em vez de

presentes, os nomes de todos os meus amigos.

Os amigos de longe e de perto. Os antigos e

os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os

que raramente encontro. Os sempre lembrados

e os que às vezes ficam esquecidos.

 

Os constantes e os intermitentes. Os

das horas difíceis e nos das horas alegres,

os que sem querer, eu magoei, ou,

sem querer me magoaram. Aqueles a quem

conheço profundamente e aqueles de quem não me

são conhecidos , a não ser as aparências. Os que

pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus

amigos humildes a meus amigos importantes. Os nomes

de todos os que já passaram pela minha vida.

 

Uma árvore

de muitas raízes muito profundas para que seus nomes nunca

mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos,

para que novos nomes vindos de todas as partes, venham

juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis

para que nossa amizade, seja um aumento de repouso nas lutas

da vida.

Que o natal esteja vivo dentro de nós em cada dia do ano

que se termina e no que vem pela frente, para que possamos viver sempre o amor e a fraternidade em cristo...

 

 bom dia!

ENVELHECER

by Nelson Sudario 28-11-2009
No primeiro dia na Universidade, nosso professor se 
apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer 
alguém que não conhecíamos ainda. 

Fiquei de pé e olhei ao meu redor, quando uma mão 
me tocou suavemente no ombro.

Dei uma volta e me encontrei com uma velhinha 
enrugada cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser.

 Oi, gato. meu nome é Rose. 
Tenho oitenta e sete anos.  Posso te dar um abraço?

Ri e lhe respondi com entusiasmo:

--- Claro que pode!

Ela me deu um abraço muito forte.
Por que a senhora está na Universidade numa 
idade tão jovem, tão inocente? --- perguntei.

Rindo respondeu:

 Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, 
ter uns dois filhos, e logo me aposentar e viajar.'

Eu falo sério --- disse eu. Queria saber o que a tinha 
motivado a afrontar esse desafio na sua idade.

--- Sempre sonhei em ter uma educação universitária 
e agora vou ter! ---  me disse.

Depois das classes caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate. 
Nos fizemos amigos em seguida. 

Todos os dias durante os três meses seguintes saiamos 
juntos da classe e falávamos sem parar. 

Me fascinava escutar a esta "máquina do tempo". 
Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo.

Durante esse ano, Rose se fez muito popular 
na Universidade;  fazia amizades aonde ia. 

Gostava de vestir-se bem e se 
deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes.

Desfrutava muito. Ao terminar o semestre convidamos 
Rose para falar no nosso banquete de futebol. 

Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa 
oportunidade. Logo que a apresentaram, subiu ao pódio.

Quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão, caíram no chão os cartões onde tinha os apontamentos.

Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre 
o microfone e disse simplesmente:

 Desculpem que esteja tão nervosa. Deixei de tomar 
cerveja por quaresma e este whisky me está matando! 
Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, 
assim, permitam-me simplesmente dizer-lhes o que sei.

Enquanto nós riamos, ela aclarou a garganta e começou:

"Não deixemos de brincar porque estamos velhos; 
ficamos velhos porque deixamos de brincar.

"Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. 

Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista 
nosso ideal, começamos a morrer.

"Há tantas pessoas caminhando por ai que estão 
mortas e nem sequer sabem!'

"Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. 
Se vocês têm dezenove anos e ficam na cama um 
ano inteiro sem fazer nada produtivo se 
converterão em pessoas de vinte anos. 

Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um 
ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos.

"Todos podemos envelhecer. Não requer talento 
nem habilidade para isso. O importante é que 
amadurecemos encontrando  sempre a 
oportunidade na mudança'.

"Não me arrependo de nada. Nós velhos geralmente não nos arrependemos do que fizemos senão do que não fizemos. 
Os únicos que temem a morte são os que têm remorso."

Terminou seu discurso cantando A ROSA. Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática 
em nossa vida diária.

Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, 
Rose morreu tranqüilamente enquanto dormia.

Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as 
honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher 
que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiado
 tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser.

"NÃO ESQUEÇAM QUE ENVELHECER É OBRIGATÓRIO; 

AMADURECER É OPCIONAL"

Socorro dos céus

  by Nelson Sudario 27-11-2009

Montado em seu cavalo, o fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia frequentemente, a fim de cuidar de seus negócios. 
 
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade. 
 
Quem morava ali? 
 
Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, de mãos postas, olhos lacrimejantes... 
 
Que faz você aí, minha filha? 
 
Estou orando a Deus, pedindo socorro... Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome... 
 
Que bobagem! - disse o fazendeiro. O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante... Temos que nos virar sozinhos! 
 
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma em dinheiro e a entregou à menina. 
 
Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração. 
 
Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada. 
 
Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos. 
 
Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir? 
 
E a menina, feliz, respondeu: Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor! 
 

 
A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz ao Criador. 
 
Quando a oração sincera brota do coração, proporciona doces emoções. É como suave brisa matinal que perpassa nossa alma inebriando-a de perfume. 
 
É através da prece que podemos nos comunicar com Deus...

 

Bom dia!

 

  

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